quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Efervescência Cultural



Sabe aquelas horas que você está na efervescência cultural, quer simplesmente estar em uma roda de conversa com amigos para discutir temas atuais, antigos e ouvir a opinião de cada pessoa sobre cada tema, é uma gratificante troca de idéias, jogar conversa fora, nem sentir as horas passarem. Isso senti ao participar do VII SEVA  Seminário de Educação do Vale do Arinos. Em um ambiente cultural multifacetado se encontram gente de todas as etnias, é uma mistura de cores, essências, com apresentações culturais, roda de debates, palestras, comunicações orais, exposições de arte, um autoconhecimento, um ambiente rico de aprendizagens. Como gosto disso dessa dinamicidade, de estar em contato com o novo para ajudar a descontruir, ou reconstruir o velho olhar. Porque cultura é arte, traz envolvimento, pluralismo de idéias que se fundem expressões que se completam, vidas que se entrelaçam vivências que se fundem. Porque o ambiente universitário remete conhecimento, são essas intervenções culturais, esses eventos que unem as pessoas, que transformam realidades, que deixam a vontade de sempre aprender, e aprendendo ensinar, e ensinando repensar todo o dia o ato de aprender e reaprender como um exercício necessário ao nosso desenvolvimento como seres humanos críticos e dinâmicos.

domingo, 16 de setembro de 2012

Publicidade ou Jornalismo eis a Questão?



       

Gosto das duas áreas tanto da publicidade, como do jornalismo. E confesso que estou em dúvida entre as duas áreas.  Devido ao meu fascínio pela área de comunicação fica difícil definir uma área de atuação.  Estou com a cabeça dando um nó. kkk (risos).Oh, dúvida Cruel?! Se eu for dar valor à remuneração com certeza a melhor opção será a publicidade, hoje um publicitário ganha mais que o jornalista. Mas tem o lado investigativo do jornalismo, poder escrever textos opinativos mais longos, reportagens, trabalhar em redação de revistas ou jornais. Em contra ponto tem o lado criativo da publicidade, criar idéias, valorizar um produto, criar textos curtos com grande poder de persuasão. Dúvidas, o que fazer? São áreas correlatas, mas cada uma com sua singularidade. Acho interessante a versatilidade do jornalismo e a inovadora imaginação da publicidade. Vejo-me atuando nas duas áreas sem pestanejar, porém acho extremamente difícil escolher entre as duas possibilidades, uma só opção.
Depois de pesquisar bastante encontrei na UNB (Universidade de Brasília) a possibilidade de fazer uma dupla habilitação. E isso me fez brilhar os olhos! Afinal, essa descoberta foi o máximo. Porque fazer uma faculdade que me permita cursar duas habilitações ao mesmo tempo, sem ter que optar por uma área por vez é excelente. O que me chamou atenção também na UNB é sua grade curricular multidisciplinar em que o jornalista, o profissional da comunicação passa por todos os ramos da comunicação, desde a produção audiovisual, fotografia, webmeios, publicidade, jornalismo. E nessa grade curricular cada área se intercomunica e só no 3º semestre o aluno precisa decidir a qual área de comunicação vai seguir. Mas algo motivador é que além dessa grade multidisciplinar o aluno da UNB também pode tentar a dupla habilitação.
Existem tantas boas faculdades de comunicação no Brasil, essa é uma das melhores que pude conferir. Tenho pensado muito no que fazer agora que terminei o curso de Pedagogia que foi muito importante pra mim, deu-me maturidade para saber o que quero o que me faz feliz. Tudo o que aprendi durante o curso pude aperfeiçoar a escrita, pensar criticamente. Não desmereço em nada minha formação como pedagoga.
Esse é o momento em que buscarei realizar os meus sonhos de criança, fazer o que me faz vibrar em cada minuto que é escrever. Para isso encarei uma nova graduação. Finalmente, me encontrei! Sei que isso é o que eu quero fazer pelo resto da minha vida.Possuo uma mente criativa na qual surgem muitas ideias a cada momento. Fascina-me a possibilidade de poder trabalhar em um lugar sem rotina definida, onde o novo, o inusitado, o inesperado possa estar presentes todos os dias.
Na vida nada é por acaso, pensando em cursar publicidade ou jornalismo. Recordo-me de um fato que aconteceu comigo, no começo do ano passado, quando  ia viajar com minha mãe do estado do Paraná para São Paulo. Conheci na rodoviária de Umuarama, uma moça que também ia viajar conosco no mesmo ônibus.          
 Enquanto, aguardávamos o momento de entrarmos no ônibus comecei a conversar com ela. Eu e minha mãe fizemos amizade com ela, simpática ela falou de tudo um pouco da vida dela, disse que é filha de pais separados e sempre passa as férias em São Paulo ou no Paraná, para ficar com os pais que residem em lugares diferentes. Mora com a mãe em Limeira-SP, e o pai dela mora em outra cidade de Paraná. Mostrou-se muito inteligente durante a nossa conversa, tem boa dicção, desenvoltura nas palavras, bastante comunicativa. Conversa vai, conversa vem, falamos sobre: família, trabalho, relacionamento. Ai, ela perguntou-me que faculdade eu fazia? Respondi: Pedagogia, naquela época ainda entusiasmada com o curso falei animadamente sobre as aulas. Mas ainda não percebia que a nostalgia e o desânimo tomariam conta de mim futuramente.
Admirei o entusiasmo daquela moça ao falar do curso dela que é publicidade, falou da dinamicidade das aulas, do envolvimento dos trabalhos em grupo, disse que conheceu o namorado dela na mesma graduação. Até aquele momento não tinha muitas informações sobre o curso de publicidade, já tinha pesquisado pouco sobre o assunto. Sem perceber fiquei bem curiosa para saber mais sobre esse curso até então, pouco conhecido por mim. Nós falamos por horas até o ônibus chegar. E quando enfim, o ônibus chegou a moça sentou-se numa poltrona longe das que nos sentamos eu e minha mãe.
A viagem começou e logo anoiteceu de vez em quando eu olhava para frente para ver se via minha nova colega, da qual o nome não recordo, mas das palavras e da fisionomia dela jamais me esquecerei. Será que era um anjo que veio pra me revelar o que Deus quer de mim? Bom, não sei só sei que suas palavras foram impactantes em minha vida. A viagem continuou e só a vi novamente ao amanhecer quando chegamos a Limeira-SP, onde ela mora. Ela desceu e o ônibus seguiu viagem passando por outras cidades do interior paulista, até chegarmos à rodoviária de Campinas-SP, onde meu tio e minha tia nos aguardavam para irmos de carro até Jundiaí-Sp e de lá irmos para Várzea-Paulista-Sp onde residem.
O tio Toninho, é o irmão da minha mãe, ele, a esposa Cida e a neta Luana foram nos recepcionar na rodoviária de Campinas-SP. Passamos dias ótimos na casa do Tio Toninho em Várzea Paulista. Foi uma viagem inesquecível, conheci muitos lugares, vi parentes que só conhecia por fotos e outros que nem sabia da existência, fiz amigos. Essa viagem marcou a minha vida e fez-me pensar em tantas coisas que quero realizar, lugares que quero conhecer. E  me fez ter uma noção do quanto meu mundo era limitado. Como sempre morei nessa cidade do interior mato-grossense, pouco viajei para outros estados, minha visão de mundo era um pouco vaga, sempre li muito, pesquisa na internet, mas a teoria não é igual a realidade. Conhecer outros contextos não era algo frequente. Então, causou-me um choque, uma admiração. Essa viagem deu-me vontade de ampliar meus horizontes, mas jamais vou esquecer-me das minhas raízes do lugar onde cresci, onde me criei.
Agora, graduada em Pedagogia Título que não foi fácil conseguir foram anos de estudo, muita luta, realização que jamais vou desmerecer. Mas o velho sonho de viver da escrita voltou a se acender no meu coração. Percebi, então que ter conhecido aquela moça em um ônibus na viagem do Paraná a São Paulo, em janeiro de 2011. Foi uma visão do meu futuro. Isso é intrigante! Mas agora, faz sentido. Pois, conhecer e conversar com aquela moça foi à preparação para o momento que eu estou vivendo agora em minha vida.
Bom, depois dessa confissão sobre essa fato inusitado em minha trajetória. Vamos voltar ao assunto da minha dúvida entre fazer jornalismo ou publicidade? A verdade é que se eu pudesse faria as duas graduações ao mesmo tempo, para economizar anos de estudo. Mas se não der para fazer uma dupla habilitação, terei de optar por só uma dessas áreas de atuação o que é algo dificílimo.
Observei e analisei as grades curriculares de Jornalismo e Publicidade de várias faculdades públicas e particulares. Entre elas as matrizes da USP, UNESP, UNB, PUC-SP,CASPES-LIBERO,ESPM,UFG,UFMG,UFRJ. Pretendo encarar o vestibular da FUVEST que é concorridíssimo, mas vou preparar-me com muito estudo e dedicação para conseguir passar em uma faculdade de ensino excelente. Se não der certo passar na pública vou tentar o financiamento do FIES. O que importa é conseguir o que almejo.
Sinceramente, o que não queria se pudesse evitar, é que indecisão me perseguisse tanto. Seria tão bom se falasse é isso o que eu quero fazer e pronto! Mas já que ainda existem dúvidas vou pesquisar, um  pouco mais e pensar na melhor das opções. Entretanto, o que sei é que vou buscar algo que me permita atuar com comunicação escrita seja na publicidade, no jornalismo, ou em outra área de comunicação social.
Depois dessa experiência de ter conhecido uma pessoa que me fez repensar o que fazer da vida, prestarei mais atenção aos detalhes e as pistas que nos são dados sem ao menos percebermos. Ás vezes, uma conversa, um olhar, um encontro pode mudar o rumo de nossas vidas.




Roupa Uma Forma de Expressão e Comunicação


A roupa que vestimos muito mais do que uma peça usada para cobrir o nosso corpo, é uma forma de expressão e comunicação. O que vestimos reflete o que estamos sentindo, revela o nosso comportamento e mostra vislumbres do nosso interior. Por isso, hoje em dia existe muitos consultores de moda e personals stylists, pessoas que estudam técnicas de como a pessoa se vestir de acordo com sua personalidade e seu biótipo físico.
A moda sempre teve muita repercussão todos querem saber o que se veste em várias partes do mundo, a moda dita querendo ou não valores e conceitos de uma época. Em cada cultura há um tipo de vestimenta algumas coloridas, compridas, outras exóticas, ousadas, tem as roupas moderninhas e os modelos antigos clássicos, existem vários estilos elegantes, sóbrios, marcantes. Enfim, a roupa é uma marca registrada de quem a veste. Ás vezes, pensamos que tanto faz nos vestirmos como todo mundo está se vestindo, pois a moda é ser igual. Mas, ai reside um perigo. Sua roupa deve ser única, porque significa sua essência aquilo que você quer passar para as pessoas. Portanto, o que você veste deve ser uma expressão do seu eu interior.
Não sejamos como clones uns dos outros, a roupa que uma pessoa usa nem sempre fica bem em outra. É preciso criar um estilo próprio e singular de se vestir. Faça com que sua roupa seja seu cartão de visita, uma extensão do que você sente, do que você é e da sua personalidade.
A roupa  que você veste precisa demonstrar atitude, ser divertida, alegre e revelar você. Se olharmos através da história veremos o quanto as roupas foram importantes em vários momentos históricos da humanidade. O que seria de Charles Chaplin sem seu terninho, o chapéu  e sua bengala? O humor não seria o mesmo,com certeza. Vejamos cada fato da história e analisemos o que as roupas representaram em cada momento.
A  nossa roupa reflete nosso estado de espírito, nosso humor. Muitas vezes queremos chegar a um determinado lugar,  e passarmos despercebidos; mas vestimos uma roupa que chama muita atenção, ou outras vezes nos vestimos de uma maneira que passa para os outros justamente aquilo que não queremos ser. Então, precisamos pensar no que vestimos como uma parte essencial daquilo que realmente somos. Então, vestiremos aquilo que nos enaltece não aquilo que nos diminui.
A moda como qualquer outra forma de expressão denota liberdade, isso significa que podemos escolher o que vamos vestir, cada um deve saber o que lhe cai bem, e o outro não pode ditar o que acredita arbitrariamente. Por isso, vestir-se não é só cobrir-se com um pano qualquer, é passar uma mensagem do que quero e do que eu sou. Pense na moda como parte importante na história de um povo.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Geração Ultra Conectada á Internet


         

Os jovens  dessa geração na sua grande maioria são imediatistas querem tudo na hora exata em que solicitam. As coisas tem que acontecer na velocidade máxima. Essa é a geração do produto pronto para ser consumido. Isso tudo é reflexo do uso constante de todos os tipos de tecnologia que vão desde ipod, celular, internet, vídeo game, televisão, etc. São muitas as horas que as crianças e adolescentes passam em frente ao computador na internet em jogos virtuais, blogs, msn, orkut, facebook, e em outros tipos de entretenimento virtual. Não que a internet seja nociva se for bem usada traz benefícios e muito conhecimento, mas o tempo gasto deve ser calculado para não oferecer danos a nossa saúde.

            As leituras feitas pela internet não são iguais as dos livros, pois são leituras rápidas, milhares de links que são acessados rapidamente. Quase não há tempo para reflexão, tudo é absorvido sem distinção. E isso é muito perigoso! Outro fato preocupante que existe na atualidade é o aumento do sedentarismo ocasionado pela falta da prática de atividades físicas, onde crianças, jovens, adolescentes e adultos, por vezes não praticam nenhuma atividade física por causa do tempo em que ficam conectados a internet. Isso se torna um vício que consome as horas que são utilizadas apenas para manter essa conexão desenfreada.

            É preciso tempo pra tudo, para sair, para namorar, para estudar e para navegar na internet. Porém, quando as nossas energias estão sendo canalizadas só para uma determinada atividade  virtual que se torna repetitiva e alienante á medida em que não temos uma análise sobre os efeitos colaterais de tal ação. Essa nossa atitude pode nos prejudicar em nossa vida social, afetiva, e profissional.

            Esse fato acima citado é mais agravante em zonas urbanas, onde muitas vezes a tecnologia em especial a internet é a única fonte de diversão de crianças e adolescentes. Acompanhei uma bate papo sobre esse tema da geração ultra conectada á internet, no programa NBLOGS da Record News. Nesse programa estava presente o professor Waldemar, que é um professor de física da USP aposentado. Esse professor já escreveu vários artigos sobre o uso da internet. Também participava do bate papo a jornalista e blogueira do portal de notícias R7, Rosana Hermann. A jornalista e apresentadora Fabiana Panachão era quem conduzia o bate papo. 

            A conversa entre os convidados estava bem interessante, no programa além dos comentários dos convidados. Foi mostrada uma reportagem, aonde foram divulgadas várias imagens de crianças e adolescentes do interior e da zona urbana de SP.  A reportagem tinha como foco evidenciar o uso da internet e das tecnologias nesses diferentes lugares. As imagens mostraram diferentes tipos de comportamento nas crianças e adolescentes ali retratadas, enquanto na capital a internet e as tecnologias estão presentes quase vinte e quatro horas na vida das pessoas, que dizem não poderem mais viver sem elas. No interior o quadro é diferente, apesar de terem acesso a internet e as diversas tecnologias, as crianças e adolescentes, tem mais contato humano, muitos vão de bicicleta para a escola, praticam algum tipo de esporte, brincam de brincadeiras que já parecem terem sido esquecidas pelos jovens da capital.
             Foi feita a reportagem em escolas, onde foi visto que no recreio as crianças e adolescentes de  cada lugar evidenciavam atitudes completamente opostas, na capital a quadra de esportes no intervalo estava repleta de adolescentes com seus celulares, ipods, notebooks, trocando mensagens, completamente imersos no mundo virtual, no interior na hora do recreio havia rodas de conversa ao ar livre, na quadra jogavam futebol, em sala conversavam sobre algum interesse em comum. E quando perguntados qual era a relação deles com a internet e tecnologias diziam que utilizam mais para fazer pesquisas escolares, enquanto na capital os jovens utilizam a internet e tecnologia pra tudo e gastam horas, dormindo tarde em frente do computador. Fica claro nas imagens que existe muito contraste entre essas duas realidades.
            Depois da exibição dessa reportagem os convidados puderam comentar sobre as suas impressões sobre o assunto. No programa NBlogs em vários momentos foi falado sobre o livro: O que a internet está fazendo com os nossos cérebros, este livro tem como autor Steve Jobs, mas foi traduzido em português por outro autor. O livro segundo o professor  de Física, aposentado da Usp, Waldemar fala sobre o domínio que a internet exerce sobre as pessoas, nas palavras dele o vício pode ser maior do que se imagina. E as consequencias dessa exposição exagerada á internet podem trazer malefícios para o nosso cérebro como: dificuldade de concentração, raciocínio lento e  perda de memória, '' morte da vida social'', entre outros fatores degenerativos.
            O livro  de Steve Jobs, segundo o relato do professor Waldemar dá dicas de como utilizar a internet com sabedoria, em leituras que exigem atenção evitar distrações como evitar clicar em todos os links de referencias que aparecem ao longo da leitura, ler primeiro todo o texto e só depois abrir os links de sugestões sobre o tema lido,  e fazer pausas para descansar a mente.

citações

Espaço destinado as minhas idéias, expressões, um pouco de mim, do que acredito do que sou como pessoa. Denise Wurzler




Um ato faz de tudo nada, uma palavra faz do nada tudo....Denise Wurzler


O tempo é muito lento para os que esperam
Muito rápido para os que tem medo
Muito longo para os que lamentam
Muito curto para os que festejam
Mas, para os que amam, o tempo é eterno.

William Shakespeare

Cada pessoa que passa em nossa vida, passa sozinha, é porque cada pessoa é única e nenhuma substitui a outra! Cada pessoa que passa em nossa vida passa sozinha e não nos deixa só porque deixa um pouco de si e leva um pouquinho de nós. Essa é a mais bela responsabilidade da vida e a prova de que as pessoas não se encontram por acaso.

Charles Chaplin
Fernando Pessoa