O céu hoje está mais azul, um tom de
azul tão lindo, com nuvens que mais parecem feitas de algodão. Nessa tarde de
sábado a tranquilidade paira no ar. E a inspiração chegou subitamente. Ouço
próximo de onde estou escrevendo o som do canto dos pássaros, que entoam lindos
cânticos em consonância com a paisagem que os cerca. Estou em frente de casa
sentada numa cadeira de área tendo meu caderno como conversor das minhas
idéias, sinto minha alma livre e uma vontade de imensa de por no papel o que
estou sentindo.
Em frente de casa, especificamente na
minha vizinha da frente vejo árvores com flores roxas lindas e singelas, exalam
toda ternura e harmonia da estação. Também posso ver coqueiros, os contrastes
entre o campo e o urbano se intensificam, o asfalto e o muro ocupam espaços ao
lado das árvores e do verde é uma cena típica de cidade do interior. Onde ruas
asfaltadas dividem pequenos espaços com ruas de terra empoeiradas.
Nesse contexto interiorano casas de
madeira estão bem próximas a casas de alvenaria, quase não temos prédios como
em grandes metrópoles. É possível ver bicicletas que trafegam próximas de
carros e motos de ultima geração.
Aqui os contrastes são constantes o
moderno e o antigo quase se entrelaçam. Estes paradoxos existem em nossa
cidade. Ainda temos carroças puxadas por cavalos, crianças brincam de bets em
frente das casas, as casas ficam cheias de gente conversando na frente, as
pessoas cumprimentam-se como se fossem velhos conhecidos.
A calmaria está presente no meu bairro
nesse dia de sábado. Aqui os vizinhos conhecem-se pelos nomes, trocam receitas
de bolo, dividem bancos em frente às casas onde conversam as tardes. Vizinhos
que mais parecem da família almoçam e jantam juntos, presenteiam-se com bolos,
doces e salgados.
O clima está quente o sol brilha
bastante, ouço crianças brincando na casa ao lado, e vejo carros e motos
passando na rua de cima. De repente, o sol se escondeu atrás de uma nuvem, e a
sombra tomou conta da paisagem, mas logo o sol aparece de novo imponente, mais
uma tarde vai passando e as impressões transparecendo nesse texto. Ah, como é
boa a calmaria do interior!