Quando escrevo eu
posso ser o que eu quiser, posso ser crítica, racional, posso ser romântica,
idealista, posso ser uma narradora em 1º pessoa, o personagem principal do meu
texto ou coadjuvante. Posso falar comigo mesma, posso dizer o que penso pra
alguém em 3ª pessoa.
O mundo da escrita é
vastíssimo e muito intenso, bem cedo descobri minha vocação para escrever.
Muito pequena lembro-me de mim lendo livros, e escrevendo as primeiras linhas
do meu diário. E ao longo dos meus 29 anos foram muitos diários escritos,
agendas, cadernos, textos no Word, folhas de caderno, pedaços de papel que
encontrava, e as palavras iam tomando forma aos poucos. Primeiras pequenas
frases, depois poemas, textos opinativos, expressões de crítica, auto-análises
e por ai vai.
Fui uma criança um
pouco diferente na questão de leitura e escrita, brinquei bastante de muitas
coisas, como: andar de bicicleta, boneca, jogar bets, vôlei, brincar de
escolhinha. Mas eu passava horas lendo muito, tinha muitos livros em casa, isso
me favoreceu bastante no desenvolvimento da linguagem oral e escrita. E mesmo
quando não tinha livros que eu gostasse em casa, eu ia à casa da sogra do meu
irmão, e eu ficava lá na biblioteca da casa dela que tinha muitos livros de
diversos gêneros literários, ai eu lia tudo o que me interessava.
O tempo passou e eu me
tornei uma adolescente muito curiosa, questionava o porquê de tudo a minha
volta, às vezes queria ficar sozinha outras vezes estava rodeada de amigos. Mas
havia algo que me fazia ter vontade de expressar o que eu estava
sentindo então, usava o papel como confidente das minhas emoções, segredos,
idéias, decepções, romances, enfim de tudo o que eu precisava dizer, registrar.
Hoje, releio tudo o que já tenho escrito e viajo, volto a épocas distantes,
revivo um tempo de inocência, de meninice, de nostalgia, de descobertas...
Nossa, como o tempo
passou! Mas a gente leva conosco cada detalhe, cada palavra, cada gesto, cada
rosto, tudo o que vivemos fica registrado em nossa memória. Tenho muita coisa
escrita, guardo tudo num lugar de fácil acesso, ás vezes choro, outras vezes
rio relendo os textos revivendo as memórias. Incrível, a capacidade que nós
seres humanos temos de nos redescobrirmos a cada dia, o que era um dia agora
está diferente, novas idéias surgiram, velhas concepções foram refeitas e
muitas ideologias ainda se fazem presentes. Já escrevi de tudo um pouco
romances, poemas carregados de emoção, poesias sentimentais e críticas
existencialistas, textos de desabafo de uma garota em fase de transição, muitas
coisas sem sentido e outras carregadas de significado. Muitas vezes, escrevi o
que não tinha coragem de deixar transparecer para as pessoas, minhas angústias,
meus medos, minhas crônicas pessoais.
Escrever pra mim é
essencial tão forte como respirar, já passei fases de abstinência da escrita
rsrsss. Mas não consegui ficar longe por muito tempo, porque é algo orgânico em
mim, não me vejo longe de algo que gosto tanto, que me faz tão bem, tão feliz!
É difícil definir em palavras o que escrever significa pra mim é algo de suma
importância me faz viajar, lembrar fatos, pensar no futuro, observar o mundo
com olhos de espectadora ávida pela resposta de todos os porquês. Escrevendo eu
sinto como se um pedaço de mim ficasse ali gravado em cada letra, como se cada
emoção minha ficasse ali no meio de cada frase.
Fascina-me o universo
da linguagem a maneira como as palavras podem dar significado a uma cena
cotidiana, como um texto pode entreter, pode persuadir pessoas, pode convencer,
pode emocionar, pode ganhar espaço numa revista, num jornal, num site, num blog
e em comunidades virtuais. Isso é um avanço muito significativo na vida das
pessoas que atualmente podem ver e falar com pessoas do outro lado do mundo,
carta agora é email, celular, notebook, e-book muitas palavras que estão
fazendo parte do nosso dia a dia que em anos atrás não imaginávamos que seriam
utilizadas.
Hoje, a mídia falada,
escrita alcança muitas pessoas no mundo todo, chega a todos os lugares numa
velocidade incrível através dos meios de comunicação e principalmente pela
internet. Portanto, precisamos exercitar nosso senso crítico pra filtrar as
informações, porque infelizmente tem muito lixo disfarçado de verdade por ai, e
existem profissionais da área de comunicação social que não são muito éticos e
para ganhar ibope, ou convencer e manipular o maior número de pessoas, muitos
ditos ‘’profissionais’’ da comunicação, do jornalismo agem com má fé publicando
ou dizendo inverdades sobre as pessoas, e para isso utilizam histórias reais de
dor, perda, vendem essas notícias como show de sensacionalismo na TV, no rádio,
na internet, nos jornais.
Sou a favor do
jornalismo verdade, mas com sistemática apuração dos fatos, checagem das
fontes, investigação e depois sim a publicação da matéria sem falsidade, sem
palavras plantadas, mas jornalismo como prestação de serviço a sociedade.
Eu estou terminando a
faculdade de pedagogia, essa fase foi muito importante para o meu crescimento,
como pessoa aprendi muito, mas ainda não desisti de fazer jornalismo quero
fazer algo que realmente gosto, para o qual considero que tenho vocação e
vontade. Não irei abandonar a educação área que a pedagogia me deu muita base e
solidificação. Mas quero poder escrever, expressar o que estou sentindo e sei
que o jornalismo vai me proporcionar opinar, argumentar, fazer as pessoas pensarem
criticamente sobre diversos assuntos e temas da sociedade e pretendo fazer isso
escrevendo, sinto que posso contribuir com a divulgação de textos que mostrem o
lado humano despido de preconceito e de vaidade, a verdade nua e crua dos
fatos.
Encarar uma nova
graduação não é nada fácil, mas eu quero fazer isso, preciso ir até o fim e
concluir um projeto que sempre tive vontade, assim eu transformarei um hobby em
profissão, afinal escrevendo me divirto, me emociono, não é algo que eu tenho
dificuldade, sou desinibida para escrever.
Ser jornalista pra
mim será a concretização de um sonho antigo que eu já tinha deixado de sonhar,
mas que agora quero voltar ir em frente e realizar. Demorei pra encontrar minha
vocação sempre gostei de escrever, mas, não tinha me imaginado como jornalista
foi lendo na internet em textos jornalísticos, mais sobre essa profissão e
fazendo testes vocacionais, que eu descobri algo que estava dentro de mim, mas
que só eu não me dava conta.
Enfim, resumindo
escrever pra mim é evidenciar tudo o que as palavras ditas deixam nas
entrelinhas e o que o olhar jamais dirá. Escrever é a arte da comunicação
transformada em versos, em rima, em textos sérios ou comédias. Escrever é
manifestar opinião e não se calar diante do caos urbano, não se fechar numa
caverna de introspecção e mesmo nos momentos extremos ter papel e caneta para
registrar cada detalhe do que foi visto, para que no futuro alguém mais saiba o
que você sentiu no momento em que escrevia. Ass. Denise
Wurzler 25/07/2011
DOMINGO, 18 DE
SETEMBRO DE 2011