Recentemente aconteceram
julgamentos de casos polêmicos de crimes hediondos, como o caso do
goleiro Bruno que matou Elisa Samúdio, o do assassinato da Mércia Nakashima
cometido por Mizael Bispo, à morte do pai e da madrasta assassinados por Gil
Rugai. São casos onde a crueldade das execuções é evidente. Não houve tempo de
defesa das vítimas. E o pior eram pessoas da mesma família, com laços de
parentesco, ou de relacionamento próximo. Ex-namorada, pai, madrasta, ex-mulher ou ex-amante,
pessoas que estabeleceram vínculos afetivos, e o que ocasionou tais crimes foi
sem dúvida a ganância e o amor ao dinheiro, entre outras coisas ciúme, falta de
piedade, mau caráter, personalidades psicopáticas. Triste reflexo de uma
sociedade vazia de valores, onde o amor se esfriou drasticamente como diz na Bíblia.
A justiça no Brasil tem muitas
Brechas, que favorecem muitos recursos, diminuição de pena, ou até mesmo a
isenção de culpa, e a liberdade. Como no caso de Gil Rugai que foi condenado a
39 anos de reclusão, mais que saiu do julgamento pela porta da frente sorrindo
sarcasticamente, como quem dizia nesse país o crime compensa. No caso de Bruno
foi condenado e permanece preso, mas até quando? Já que cumpriu uma parte da
pena e com os recursos da defesa poderá sair daqui a uns oito anos. Ou como no
caso do Mizael Bispo como disse indignado, Márcio Nakashima, irmão da vitima Mércia
Nakashima, que fica triste com a pena de vinte anos recebida por Mizael Bispo, e que provavelmente poderá ver Mizael em liberdade em um curto espaço de tempo e até
cruzar com ele na rua.
Não vou falar que sou a favor de
pena de morte, prisão perpétua, amputação de membros, como são executadas em
alguns países, mas é fato que a nossa legislação precisa mudar drasticamente. Para
que muitas injustiças não sejam cometidas e muitas pessoas pensem em assaltar,
matar, traficar, lavar dinheiro público, praticar corrupção e sintam que nada
vai acontecer com elas, podem destruir vidas e se sentirem acima da lei. Se a
lei é para todos como diz na nossa constituição. Por que na prática isso de fato
não é cumprido? Tem diferença de alguém roubar uma lata de leite ninho, ou
milhões de reais, ou dólares? Não, não tem! Mas ironicamente, isso acontece e
as penas são ás vezes, maiores para quem roubou a lata de leite ninho. Não quero
que o Brasil seja conhecido como o país da impunidade, mas isso é inevitável,
visto que é esse tipo de publicidade que o mundo tem acesso quando vê as
notícias referentes ao nosso país.
Aqui nesse país os traficantes
têm mansões, exibem carros de luxo na rua, tem armas melhores que a polícia, esses
traficantes mandam no tráfico até quando estão presos. Estragam a vida de
jovens escravos do vício, degradam famílias e riem do seu luxo e ostentação. E
em outros países os traficantes ganham prisão perpétua, alguns condenados
lá, até tentam recorrer ao consulado brasileiro para serem deportados, pois
sabem que aqui poderão até serem soltos, quando chegarem. Enquanto isso, as
pessoas de bem estão '' presas'' em suas casas com cercas elétricas e portões
enormes, depois das 18h00min ficam trancafiadas fugindo da violência.
Enquanto, isso lá fora os bandidos estão soltos. Num país em que homens usam a
força e a intimidação para manipular suas mulheres, não aceitam serem deixados
e dizem que isso se explica culturalmente. Agridem, matam e depois falam que
foi por amor. Que tipo de sentimento gera dor? Amor é que não é!
Triste saber que não é só nossa
legislação que precisa de profundas mudanças, não é só o código penal que
precisa ser revisto, mas nossas atitudes, enquanto sociedade também precisa ser
repensada. Que tipo de mundo nós queremos deixar para as próximas gerações?
Quando um pai diz não para um filho, isso não significa que ele não o ama. E
sim que quer o melhor para o seu filho. O Não impõe limites, precisamos
conviver com a frustração isso é saudável, alguém que tem tudo na mão na hora
que quer no futuro poderá ser um desses vilões, frios e calculistas. Não
acredito que alguém já nasça bandido, mas que a sociedade contribua para a formação
de pessoas alienadas, cruéis, e perversas. Então, pensemos no tipo de pessoas
com as quais queremos conviver. Tudo começa na educação, no apoio familiar, a
base de tudo. Precisamos curar isso, a ferida que o ódio está deixando. Assim,
depois as reformas em todas as esferas da sociedade serão possíveis.




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