Protestar ato legítimo da
democracia, somos livres para concordar ou discordar de palavras, atos, e por
causas contrárias as nossas. Desde a semana passada vemos pelo país todo,
muitos protestos por conta do aumento da taxa cobrada pelas passagens de ônibus
em muitas cidades brasileiras. E na capital Paulista o povo saiu às ruas para
expressar sua revolta, diante desse aumento substancial no valor das passagens, para quem depende do
transporte público para se locomover nas grandes metrópoles todos os dias. Porque
vinte centavos geram uma diferença no orçamento daqueles que precisam pagar
todos os dias pelas passagens de ônibus.
Durante
essa manifestação vimos à atitude de diversos grupos participantes, muitos
abusos de poder, violência, vandalismo, mas também a fala de gente que tem o
que dizer e está cansada de não ser ouvida. Não sou contra a manifestação
pacífica da liberdade de expressão, sair e protestar, mas sou contra a
depredação do patrimônio público, também não concordo com violência com que
muitos policiais saíram atirando contra as pessoas com balas de borrachas
ferindo muitos, impedindo que muitos jornalistas e fotógrafos noticiassem o que
estava ocorrendo.
Não
me esqueço das cenas que vi nos sites jornalísticos, entre elas a imagem de uma
jovem jornalista, com o rosto sangrando por conta de uma bala de borracha que
atingiu seu olho, enquanto estava ali tentando noticiar os passos da manifestação,
vi também à imagem de um fotógrafo que teve a máquina fotográfica apreendida
pela polícia e foi algemado, o depoimento de um advogado que levou coronhadas
na cabeça por ser confundido como um dos manifestantes, muros com frases
escritas, fogo nas ruas, bombas de gás lacrimogênio, balas de borracha.
Meu
discurso não visa fazer apologia a esse ou aquele comportamento, porque
acredito que existiram atos impulsivos tanto da polícia como de alguns dos
manifestantes. O que quero é que vejamos o que essas manifestações estão
evidenciando que não é só contra o aumento dos vinte centavos que muitas
pessoas estão saindo nas ruas para protestar, o que começou por conta do
aumento das passagens dos ônibus viabilizou um grito da população por mudanças
no cenário brasileiro com relação ao que deve ser priorizado pelo governo.
O que realmente tem que ser feito para que a
democracia exista de fato, é o direito de expressarmos que estamos descontentes
com a atual forma de governo, que a população cansou de ficar esperando por
melhorias que só ficam no papel ou nos discursos políticos antes da posse. Essa
manifestação ganha, muitas capitais brasileiras e hoje, são muitas as pessoas
que aderiram ao movimento que tomou proporções bem maiores do que se suponha
inicialmente. Chega de nos calarmos diante das injustiças! Não voltemos à época da ditadura em que o povo
não podia falar, eram reprimidos, enclausurados, exilados, e muitos morreram
pelo direito a liberdade de expressão. Agora, atos de represálias da força
policial ''não são como os da época da ditadura'', mas podem ser inibidores se
quem está lá apenas na marcha pacífica e clama por justiça, se não agride, não destrói,
não depreda, apenas está ali para dizer que se importa e que têm direito a
questionar algo que não concorda. E se mesmo pacificamente esses manifestantes
sofrem agressões e atos violentos. Façamos a seguinte pergunta: Se estamos ou
não regredindo em nossa forma de organização da sociedade? Isso lembra ou não a
época da ditadura? Pensemos nisso!
Em todo grupo que se forme existem aqueles que estão ali só para fazer barulho e não tem causa ou motivação e apenas seguem a multidão, mas têm também aqueles que estão ali porque acreditam que mudanças podem ocorrer, e os últimos podem ser punidos por causa daqueles que no meio da manifestação usam de violência, queimam, depredam e fazem algazarra, portanto vamos separar esse ou aquele grupo e não pormos todos no mesmo lado, só porque estão ali participando das manifestações.
Digamos,
sim, a manifestação pacífica aquela que mostra uma população que tem pensamento
crítico, que luta pelos seus direitos, que não se cala diante do que é imposto!
Mas digamos: Não a violência, a discriminação, ao vandalismo! Protestar é um ato
legítimo da democracia, expressemos nossa indignação não só pelo aumento dos
vinte centavos das passagens de ônibus, mas façamos valer nosso direito de
querer e buscar um país mais justo.
Em todo grupo que se forme existem aqueles que estão ali só para fazer barulho e não tem causa ou motivação e apenas seguem a multidão, mas têm também aqueles que estão ali porque acreditam que mudanças podem ocorrer, e os últimos podem ser punidos por causa daqueles que no meio da manifestação usam de violência, queimam, depredam e fazem algazarra, portanto vamos separar esse ou aquele grupo e não pormos todos no mesmo lado, só porque estão ali participando das manifestações.




parabéns pelo blog, amiga; abrço
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