Nessa
sociedade capitalista tudo é comercializado, os bens de consumo são divulgados
em muitas propagandas que pregam que precisamos ter mais e acumular riquezas
para termos reconhecimento, sermos aceitos e termos pessoas a nossa volta. Será
que devo vender minhas afeições tão barato só para ter uma vida social
satisfatória?
Onde será que o consumismo nos levará?
Quando vemos pessoas não tão bonitas e ricas colecionando relacionamentos,
justo por seu saldo na conta bancária ostentar uns zeros a mais que a maioria
da população. Bizarrice, pessoas alienadas em busca de status e ficarem famosas
a todo custo, mesmo que isso signifique vender a própria dignidade.
Pessoas com os armários cheios de roupas
e calçados, a casa abastecida de eletrodomésticos, os sites pessoais com vários
seguidores, tidos como ''amigos virtuais'', e, no entanto, a solidão os
acompanha, quando voltam para casa da balada olham para o teto sobre suas
camas e choram pela solidão de almas vazias. Será que desaprendemos o sentido
da vida? O que importa é ter marcas, acumular carros na garagem e conquistas
amorosas ou termos o melhor que a vida nos pode dar, ou seja, dar valor a nossa
família e amigos de verdade?
O consumismo está levando a alienação,
muita oferta de crédito fácil, financiamento, promoções, liquidações, ostentação,
enquanto muitos morrem de fome outros compram mais do que precisam para mostrar
que tem, mesmo que em um curto espaço de tempo aquele tablet, smartphone,
celular, vai ficar esquecido em um canto empoeirado da sala, assim que sair um
modelo mais sofisticado. Muitos se tornam escravos dos próprios desejos,
guiados por seus instintos não pensam nas consequências, o importante é apenas
o gosto inebriante da obtenção do bem conquistado.
O mais contraditório é que quando alguém
quer levar uma vida mais sossegada, longe dos holofotes e o barulho das grandes
metrópoles e tido como atrasado e infeliz. Ledo engano essas pessoas que
procuram uma vida mais saudável e sustentável, que visam mais a qualidade de
vida, produzir e pouco consumir de produtos industrializados são sem dúvida os
mais sábios.
Mas voltemos ao que o consumismo esta
causando na população pessoas endividadas, tendo que tentar renegociar suas
dúvidas, pois gastam mais do que ganham. Não resistem aos apelos publicitários
dos anúncios e das propagandas e compram no cartão de crédito, e isso se repete
todo mês. Depois vem a correria por conseguir dinheiro para pagar as contas.
Bom, cada um sabe o que o faz feliz. Entretanto, considero que o dinheiro é
necessário sim, mas precisamos saber bem como administrá-lo para não ficarmos
tão enterrados em dívidas que não possamos nem espairecer a mente e
dormir sossegados, pois somos incomodados pelo'' fantasma'' do medo do nome ir
parar no Serasa. O maior bem que você pode ter é o seu nome limpo, sua
consciência tranquila, ter alegria nas pequenas coisas.
Agora, vem o individualismo, quanto mais
uma pessoa tem mais individualista ela será. Isso é fato! Porque pode ter tudo
o que quer ao alcance das mãos, basta um clique no mouse, uma aparição na mídia
e vários cartões de crédito. Tudo é tão artificial, sorrisos, contatos humanos,
nada parece ser tão difícil. Então, perdem-se os valores, a referência do que é
certo ou errado. Existem ricos sim que se controlam, mas isso é bem menos
evidente que o contrário, basta ver que tem programas na tv que supervalorizam
a riqueza e o status social. Uma parte do país é esquecida fato visto até nas
novelas, mostrasse o lado rico e urbano, não é claro para o telespectador ver a
própria realidade ali inserida na tela. Então,
muitos pensam se é aquele ali o ideal de felicidade, tenho que ser assim, falar
daquela forma e me vestir semelhante a eles. Afinal, o que é mais importante: Ser ou Ter? Serei eu mesmo vestindo o
que me faz bem, me alimentando com alimentos que me farão ter boa saúde, tendo
por companhia aqueles que me aceitam como sou. Ou vou me submeter a correr na
ânsia desenfreada do ter mais e mais, trabalhar demais, perder a saúde, e por
fim acabar com muito dinheiro, doente e sem amigos? Pense Nisso!