Sabe, quando você já
tinha desistido de um sonho antigo que você considerava inatingível ou
inalcançável? Mas que por mais que a vida te tenha feito trilhar outros
caminhos. Certo dia você acordou e resolveu ir atrás desse sonho, ainda que para
muitos pareça distante demais. Isso aconteceu comigo com relação ao jornalismo.
Por inúmeros motivos tinha desistido de
fazer a faculdade de comunicação social. Estava confusa sobre a minha vocação
sempre gostei de escrever, mas, entretanto não tinha certeza sobre qual
faculdade devia fazer: Letras ou Jornalismo, e por tentar entender o mundo e a
todos ao redor passou pela minha cabeça fazer pedagogia. kkk Conflitos de
identidade! Mas necessários para o meu aprendizado!
Aqui onde moro, Juara interior do Mato
Grosso, cidade linda, porém distante dos grandes centros urbanos, não têm
nenhuma das opções de curso que eu já citei, só tem Pedagogia. Então, optei por
fazer Pedagogia que é um bom curso, mas não é a minha paixão! Tenho gostado
bastante das matérias, esse curso tem me dado suporte, como pessoa abriu minha
mente para muitas coisas que desconhecia.
Formo-me em agosto e quero seguir com minha
vida, pretendo logo em seguida fazer jornalismo esse projeto que foi
por vezes esquecido, outras vezes adiado, mas que ainda continua gritando forte
no meu coração. Quero fazer a faculdade mesmo, sei que o diploma não é mais
obrigatório, mas considero a base teórica e prática que uma faculdade fornece
essenciais para que eu seja uma boa jornalista.
Em Pedagogia aprendi a ver o lado
humano das pessoas de forma bem mais evidente, não só na teoria
com muitas outras licenciaturas fornecem, porque tendo como base
matérias como: Sociologia, Filosofia, Psicologia, Português, Educação Física,
Antropologia, geografia, entre outras, estágios em ambientes escolares e não
escolares, acredito que o curso de Pedagogia serve de base para todos os outros
cursos.
Se perguntam você faz pedagogia,então vai ser
professora? Respondo, sim é uma das possibilidades, mas quem se forma em
pedagogia tem um amplo leque de possibilidades não só em ambientes escolares,
como também em ambientes não escolares: Pedagogia Social, empresarial,
psicopedagogia, neuropedagogia, ecopedagogia, pedagogia hospitalar, direção,
supervisão, coordenação, escolar, etc.
Pedagogia nos mostra principalmente o
funcionamento do sistema escolar, porque é na escola que todas as outras
profissões vão surgir e o professor é quem vai dar sustentação para formar
outros profissionais, por isso o papel do docente jamais deve ser desmerecido
sobre nenhum aspecto, porque são guerreiros, batalhadores que estão ali na sala
de aula todos os dias, lecionando, trabalhando mesmo com os baixos salários,
com o desprestígio social e a incerteza de dias melhores.Mesmo que eu
não mais exerça essa profissão não vou me esquecer de tudo que pude aprender
enquanto acadêmica do curso de Pedagogia.
Sempre gostei de crianças, entender uma
criança conversar com elas, é mágico nos faz melhores. Foi estagiando na
educação infantil e trabalhando numa escola e creche de educação infantil que
descobri que preciso escrever para as crianças, dedicar para elas histórias
emocionantes, e uma parte dos meus textos será para o público infanto-juvenil
essa fase rica de descobertas, de emoções. E no ensino médio como professora de
língua portuguesa primeiramente substituta, depois como titular por um tempo
não muito extenso, mas suficiente para ser inesquecível.
Nesse período aprendi que o ser humano
precisa de compreensão, que para os adolescentes o aprendizado tem que ser dinâmico
atrativo e envolvente e para esse público pretendo escrever histórias
cativantes e criativas, narrativas cheias de criticidade e envolvimento.
Considero que na vida nada do que
fazemos, nem o que vivemos necessita ser desperdiçado essas vivências no mundo
educacional irão me acompanhar para sempre. Não tenho nada do que escrevi até
hoje publicado, estou engatinhando no universo dos blogs e no campo da
literatura. Apesar de escrever desde os meus treze anos, jamais evidenciei isso
num espaço público como um blog. Os meus textos estão comigo em cadernos,
papéis de carta, agendas, em folhas arrancadas de cadernos, nos meus arquivos
no computador, em folhas imprimidas. Mas isso não é tudo, meus textos estão
dentro de mim na minha mente, presentes nas minhas ações do a- dia!
Como Pedagoga, quero levar à
experiência que a educação é a força motriz que deve impulsionar o mundo a
procurar por cultura. Ampliar os horizontes, ver as pessoas atrás de seus
uniformes, dos balcões, enxergar o ser humano com todos os seus defeitos e
qualidades.
Uma nova página da minha história vai
ser escrita, tenho mais um semestre de Pedagogia pela frente, O último semestre
da minha graduação, o 8º semestre, apresentação de monografia, nossa dá até um
frio na barriga! Afinal, quatro anos da vida de uma pessoa não são quatro dias,
a gente aprende tanta coisa, pessoas passam a fazer parte de nossas vidas,
compartilhamos idéias, sonhos... Ás vezes nos indignamos, nos chocamos e até
nos decepcionamos, entretanto os momentos felizes com certeza são e vão ser
mais felizes do que os tristes.
Muitas vezes pensei, porque eu estava
nesse curso, se seguiria com essa graduação até o fim?Quando perguntavam na
minha sala se seria pedagoga, se atuaria nessa profissão, era uma das primeiras
a levantar a mão e dizer sim! Entretanto, depois de ver a atual realidade que
se encontram os professores nesse país, os sofrimentos, as humilhações, e
ter sentido isso na prática na pele. Isso pesou bastante na minha decisão.
Sei que Pedagogia não é só atuar em
sala de aula que o pedagogo pode atuar em outros ambientes, mas quero ampliar
meus horizontes ir além, investir em algo que me sentirei mais realizada, se a minha
escolha vai me fazer feliz só o tempo dirá, mas quero correr o risco, fazer
algo que desde criança me dá prazer, me faz suspirar!
Não vou descartar a possibilidade de
lecionar ou atuar em ambientes não escolares em outros ramos da pedagogia, mas
preciso fazer jornalismo isso é nítido nos meus olhos, presente no meu coração.
Além da faculdade de jornalismo quero fazer uma pós em psicopedagogia, quem
sabe um mestrado e doutorado.
Mas quero viver através dos meus
textos, não posso imaginar-me só em uma sala de aula, meu universo criativo
deve ser expandido. Não importa se o salário vai ser bom ou ruim, o importante
é a minha felicidade, a minha realização pessoal. E disso eu não abro mão.
Li um texto sobre a vocação de escrever o texto tem
como título: Escrever. Leia isto, antes de decidir que curso fazer na faculdade.
É um texto de Eder Kambara, um rapaz
que fez faculdade de Direito, mas que sempre gostou de escrever, e depois de
formado não exerce a profissão em que se formou. Ele disse que não importa o
dinheiro e o status, o importante é sermos felizes, hoje ele escreve em vários
blogs, cultivando uma vocação que ele sempre teve mas tinha deixado de lado por
um tempo. Quem quiser conferir o texto é muito bem escrito, vou
deixar o link do site aqui.http://www.toptalent.com.br/index.php/2010/08/30/escrever-leia-isto-antes-de-decidir-que-curso-fazer-na-faculdade/.
Lendo esse texto
tive ainda mais certeza, de que como esse rapaz eu trilhei outros caminhos até
descobrir que o óbvio estava bem na minha frente e só eu não enxergava, ainda
bem que descobri a tempo de mudar de direção. Nenhuma profissão é ruim, mas
cada um nasce com vocação para determinada área não adianta brigar com os
sentimentos.
Voltando a minha
história não tinha dinheiro para ir embora e fazer jornalismo em uma faculdade
particular, nem tão pouco tinha condições para me manter financeiramente na
capital fazendo uma faculdade federal, quando terminei o ensino médio. Não
tinha base econômica naquela época nem salário para me sustentar. Comecei a
faculdade mais tarde, um pouco que a maioria esse ano faço trinta e essa é
minha primeira graduação. kkk Pois é mais hoje, acredito que tenho mais
maturidade do que quando terminei o ensino médio.
Aqui na cidade não
foi fácil pra eu conseguir emprego, principalmente por ser adventista
e guardar o sábado. Trabalhei como voluntária, de graça por muito tempo em dois
serviços como recepcionista na área de saúde, a remuneração só veio mais tarde.
Cheguei a escrever cartas para
faculdades adventistas por acreditar ser mais fácil pra mim como adventista
estudar em instituições da igreja, porém são particulares e a seleção é muito
difícil pra conseguir uma bolsa. Escrevi para o Unasp e o IAP,faculdades
adventistas em São Paulo e no Paraná.Obtive resposta, porém na época minha mãe
não tinha dinheiro para que eu pudesse viajar para São Paulo.Como sou adventista
sempre sonhei em estudar numa faculdade da igreja,porém
não tínhamos condições financeiros, por isso não pude ir. Por dias
fiquei muito triste, mas depois me conformei com a realidade.
Jamais vivi na
miséria, nunca me faltou nada, porém não somos ricos, em casa sempre
trabalhamos para nos sustentar, tenho uma vida boa, penso que a maior riqueza
que meus pais podiam me dar eles me deram que foi o gosto pela leitura, em casa
sempre tive acesso a muitos livros religiosos, literários, enfim dos mais
diversos gêneros.
Considero que essa
bagagem cultural fornecida pelos meus pais é algo que nenhuma riqueza pode
substituir, pois a leitura muda a vida da gente, nos torna mais cultos, mais
preparados para enfrentar o mundo, nos impor..Sou imensamente grata pela base familiar que eu tive.
Foi trilhando caminhos diferentes e durante os últimos anos
de graduação em Pedagogia que em mim se reacendeu uma chama quase
extinta, a vontade de escrever que jamais abandonei em meus textos, não deixei
de escrever. Mas tive uma fase que só escrevia textos acadêmicos,
havia deixado de lado escrever por diversão, com envolvimento e
entrega.
Pensei que essa fase de escritora tinha sido só uma fase transitória da
minha vida e isso já tinha passado, portanto meus textos deviam ser
engavetados, encaixotados e esquecidos nos meus arquivos pessoais, e se
perderiam no esquecimento no fundo da minha memória. Contudo, algo gritava
dentro de mim dizendo: Não desista! Vá em frente! Busque aquilo que te faz
feliz!
Então, depois de muito hesitar,
resolvi seguir meu coração!Estou dando asas a minha imaginação, publicar nesse
blog é um grande passo para mim, alguém que se reservava ao anonimato,
escrevendo meus textos apenas para mim, sós eu os degustava com paixão! Só eu
lia meus textos me emocionava com eles, sorria, sentia cada letra, cada
palavra.
Entretanto, hoje minhas idéias precisam alcançar pessoas. Esse dom
concedido por Deus o arquiteto do Universo, nada mais justo do que evidenciar
através dos meus textos o que sinto o que posso fazer através das
minhas palavras.
Agora, sou eu Denise o teclado e minhas revelações. Venho expressar meus
anseios tornar públicos meus ideais. Quero escrever para me sentir plena!Perdi
o medo de ser eu mesma, não quero mais me esconder na introspecção, nas frases
sem conexão, no anonimato, no escuro do meu quarto
me questionando qual é meu papel no mundo?Preciso de mais do que
isso, tenho escrever, transparecer o que acredito meus pensamentos, idéias de
uma mulher contemporânea que ama escrever.




Quem sabe a formação em pedagogia seja o trampolim para saltos mais altos, até mesmo fora da sua cidade já que você poderá trabalhar e estudar...Deus lhe mostrará o caminho.
ResponderExcluirMuita paz!
..ah! Melhor colocar o gadet de seguidores lá no topo e está faltando o tradutor, assim os visitantes de outros países poderão ler-te.
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