terça-feira, 17 de janeiro de 2012

SONHO POSSÍVEL



Sabe, quando você já tinha desistido de um sonho antigo que você considerava inatingível ou inalcançável? Mas que por mais que a vida te tenha feito trilhar outros caminhos. Certo dia você acordou e resolveu ir atrás desse sonho, ainda que para muitos pareça distante demais. Isso aconteceu comigo com relação ao jornalismo.
Por inúmeros motivos tinha desistido de fazer a faculdade de comunicação social. Estava confusa sobre a minha vocação sempre gostei de escrever, mas, entretanto não tinha certeza sobre qual faculdade devia fazer: Letras ou Jornalismo, e por tentar entender o mundo e a todos ao redor passou pela minha cabeça fazer pedagogia. kkk Conflitos de identidade! Mas necessários para o meu aprendizado!
Aqui onde moro, Juara interior do Mato Grosso, cidade linda, porém distante dos grandes centros urbanos, não têm nenhuma das opções de curso que eu já citei, só tem Pedagogia. Então, optei por fazer Pedagogia que é um bom curso, mas não é a minha paixão! Tenho gostado bastante das matérias, esse curso tem me dado suporte, como pessoa abriu minha mente para muitas coisas que desconhecia.
Formo-me em agosto e quero seguir com minha vida, pretendo logo em seguida fazer jornalismo esse projeto que foi por vezes esquecido, outras vezes adiado, mas que ainda continua gritando forte no meu coração. Quero fazer a faculdade mesmo, sei que o diploma não é mais obrigatório, mas considero a base teórica e prática que uma faculdade fornece essenciais para que eu seja uma boa jornalista.
Em Pedagogia aprendi a ver o lado humano das pessoas de forma bem mais evidente, não só na teoria com muitas outras licenciaturas fornecem, porque tendo como base matérias como: Sociologia, Filosofia, Psicologia, Português, Educação Física, Antropologia, geografia, entre outras, estágios em ambientes escolares e não escolares, acredito que o curso de Pedagogia serve de base para todos os outros cursos.
 Se perguntam você faz pedagogia,então vai ser professora? Respondo, sim é uma das possibilidades, mas quem se forma em pedagogia tem um amplo leque de possibilidades não só em ambientes escolares, como também em ambientes não escolares: Pedagogia Social, empresarial, psicopedagogia, neuropedagogia, ecopedagogia, pedagogia hospitalar, direção, supervisão, coordenação, escolar, etc.
Pedagogia nos mostra principalmente o funcionamento do sistema escolar, porque é na escola que todas as outras profissões vão surgir e o professor é quem vai dar sustentação para formar outros profissionais, por isso o papel do docente jamais deve ser desmerecido sobre nenhum aspecto, porque são guerreiros, batalhadores que estão ali na sala de aula todos os dias, lecionando, trabalhando mesmo com os baixos salários, com o desprestígio social e a incerteza de dias melhores.Mesmo que eu não mais exerça essa profissão não vou me esquecer de tudo que pude aprender enquanto acadêmica do curso de Pedagogia.
Sempre gostei de crianças, entender uma criança conversar com elas, é mágico nos faz melhores. Foi estagiando na educação infantil e trabalhando numa escola e creche de educação infantil que descobri que preciso escrever para as crianças, dedicar para elas histórias emocionantes, e uma parte dos meus textos será para o público infanto-juvenil essa fase rica de descobertas, de emoções. E no ensino médio como professora de língua portuguesa primeiramente substituta, depois como titular por um tempo não muito extenso, mas suficiente para ser inesquecível.
Nesse período aprendi que o ser humano precisa de compreensão, que para os adolescentes o aprendizado tem que ser dinâmico atrativo e envolvente e para esse público pretendo escrever histórias cativantes e criativas, narrativas cheias de criticidade e envolvimento.
Considero que na vida nada do que fazemos, nem o que vivemos necessita ser desperdiçado essas vivências no mundo educacional irão me acompanhar para sempre. Não tenho nada do que escrevi até hoje publicado, estou engatinhando no universo dos blogs e no campo da literatura. Apesar de escrever desde os meus treze anos, jamais evidenciei isso num espaço público como um blog. Os meus textos estão comigo em cadernos, papéis de carta, agendas, em folhas arrancadas de cadernos, nos meus arquivos no computador, em folhas imprimidas. Mas isso não é tudo, meus textos estão dentro de mim na minha mente, presentes nas minhas ações do a- dia!
Como Pedagoga, quero levar à experiência que a educação é a força motriz que deve impulsionar o mundo a procurar por cultura. Ampliar os horizontes, ver as pessoas atrás de seus uniformes, dos balcões, enxergar o ser humano com todos os seus defeitos e qualidades.
Uma nova página da minha história vai ser escrita, tenho mais um semestre de Pedagogia pela frente, O último semestre da minha graduação, o 8º semestre, apresentação de monografia, nossa dá até um frio na barriga! Afinal, quatro anos da vida de uma pessoa não são quatro dias, a gente aprende tanta coisa, pessoas passam a fazer parte de nossas vidas, compartilhamos idéias, sonhos... Ás vezes nos indignamos, nos chocamos e até nos decepcionamos, entretanto os momentos felizes com certeza são e vão ser mais felizes do que os tristes.
Muitas vezes pensei, porque eu estava nesse curso, se seguiria com essa graduação até o fim?Quando perguntavam na minha sala se seria pedagoga, se atuaria nessa profissão, era uma das primeiras a levantar a mão e dizer sim! Entretanto, depois de ver a atual realidade que se encontram os professores nesse país, os sofrimentos, as humilhações, e ter sentido isso na prática na pele. Isso pesou bastante na minha decisão.
Sei que Pedagogia não é só atuar em sala de aula que o pedagogo pode atuar em outros ambientes, mas quero ampliar meus horizontes ir além, investir em algo que me sentirei mais realizada, se a minha escolha vai me fazer feliz só o tempo dirá, mas quero correr o risco, fazer algo que desde criança me dá prazer, me faz suspirar!
Não vou descartar a possibilidade de lecionar ou atuar em ambientes não escolares em outros ramos da pedagogia, mas preciso fazer jornalismo isso é nítido nos meus olhos, presente no meu coração. Além da faculdade de jornalismo quero fazer uma pós em psicopedagogia, quem sabe um mestrado e doutorado.
Mas quero viver através dos meus textos, não posso imaginar-me só em uma sala de aula, meu universo criativo deve ser expandido. Não importa se o salário vai ser bom ou ruim, o importante é a minha felicidade, a minha realização pessoal. E disso eu não abro mão.
Li um texto sobre a vocação de escrever o texto tem como título: Escrever. Leia isto, antes de decidir que curso fazer na faculdade. É um texto de Eder Kambara, um rapaz que fez faculdade de Direito, mas que sempre gostou de escrever, e depois de formado não exerce a profissão em que se formou. Ele disse que não importa o dinheiro e o status, o importante é sermos felizes, hoje ele escreve em vários blogs, cultivando uma vocação que ele sempre teve mas tinha deixado de lado por um tempo. Quem quiser conferir o texto é muito bem escrito, vou deixar o link do site aqui.http://www.toptalent.com.br/index.php/2010/08/30/escrever-leia-isto-antes-de-decidir-que-curso-fazer-na-faculdade/
Lendo esse texto tive ainda mais certeza, de que como esse rapaz eu trilhei outros caminhos até descobrir que o óbvio estava bem na minha frente e só eu não enxergava, ainda bem que descobri a tempo de mudar de direção. Nenhuma profissão é ruim, mas cada um nasce com vocação para determinada área não adianta brigar com os sentimentos.
Voltando a minha história não tinha dinheiro para ir embora e fazer jornalismo em uma faculdade particular, nem tão pouco tinha condições para me manter financeiramente na capital fazendo uma faculdade federal, quando terminei o ensino médio. Não tinha base econômica naquela época nem salário para me sustentar. Comecei a faculdade mais tarde, um pouco que a maioria esse ano faço trinta e essa é minha primeira graduação. kkk Pois é mais hoje, acredito que tenho mais maturidade do que quando terminei o ensino médio.
Aqui na cidade não foi fácil pra eu conseguir emprego, principalmente por ser adventista e guardar o sábado. Trabalhei como voluntária, de graça por muito tempo em dois serviços como recepcionista na área de saúde, a remuneração só veio mais tarde.
Cheguei a escrever cartas para faculdades adventistas por acreditar ser mais fácil pra mim como adventista estudar em instituições da igreja, porém são particulares e a seleção é muito difícil pra conseguir uma bolsa. Escrevi para o Unasp e o IAP,faculdades adventistas em São Paulo e no Paraná.Obtive resposta, porém na época minha mãe não tinha dinheiro para que eu pudesse viajar para São Paulo.Como sou adventista sempre sonhei em estudar numa faculdade da igreja,porém não tínhamos condições financeiros, por isso não pude ir. Por dias fiquei muito triste, mas depois me conformei com a realidade.
Jamais vivi na miséria, nunca me faltou nada, porém não somos ricos, em casa sempre trabalhamos para nos sustentar, tenho uma vida boa, penso que a maior riqueza que meus pais podiam me dar eles me deram que foi o gosto pela leitura, em casa sempre tive acesso a muitos livros religiosos, literários, enfim dos mais diversos gêneros.
Considero que essa bagagem cultural fornecida pelos meus pais é algo que nenhuma riqueza pode substituir, pois a leitura muda a vida da gente, nos torna mais cultos, mais preparados para enfrentar o mundo, nos impor..Sou imensamente grata pela base familiar que eu tive. 
Foi trilhando caminhos diferentes e durante os últimos anos de graduação em Pedagogia que em mim se reacendeu uma chama quase extinta, a vontade de escrever que jamais abandonei em meus textos, não deixei de escrever. Mas tive uma fase que só escrevia textos acadêmicos, havia deixado de lado escrever por diversão, com envolvimento e entrega.
Pensei que essa fase de escritora tinha sido só uma fase transitória da minha vida e isso já tinha passado, portanto meus textos deviam ser engavetados, encaixotados e esquecidos nos meus arquivos pessoais, e se perderiam no esquecimento no fundo da minha memória. Contudo, algo gritava dentro de mim dizendo: Não desista! Vá em frente! Busque aquilo que te faz feliz!
Então, depois de muito hesitar, resolvi seguir meu coração!Estou dando asas a minha imaginação, publicar nesse blog é um grande passo para mim, alguém que se reservava ao anonimato, escrevendo meus textos apenas para mim, sós eu os degustava com paixão! Só eu lia meus textos me emocionava com eles, sorria, sentia cada letra, cada palavra.
Entretanto, hoje minhas idéias precisam alcançar pessoas. Esse dom concedido por Deus o arquiteto do Universo, nada mais justo do que evidenciar através dos meus textos o que sinto o que posso fazer através das minhas palavras. 
Agora, sou eu Denise o teclado e minhas revelações. Venho expressar meus anseios tornar públicos meus ideais. Quero escrever para me sentir plena!Perdi o medo de ser eu mesma, não quero mais me esconder na introspecção, nas frases sem conexão, no anonimato, no escuro do meu quarto me questionando qual é meu papel no mundo?Preciso de mais do que isso, tenho escrever, transparecer o que acredito meus pensamentos, idéias de uma mulher contemporânea que ama escrever.


2 comentários:

  1. Quem sabe a formação em pedagogia seja o trampolim para saltos mais altos, até mesmo fora da sua cidade já que você poderá trabalhar e estudar...Deus lhe mostrará o caminho.
    Muita paz!

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  2. ..ah! Melhor colocar o gadet de seguidores lá no topo e está faltando o tradutor, assim os visitantes de outros países poderão ler-te.

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citações

Espaço destinado as minhas idéias, expressões, um pouco de mim, do que acredito do que sou como pessoa. Denise Wurzler




Um ato faz de tudo nada, uma palavra faz do nada tudo....Denise Wurzler


O tempo é muito lento para os que esperam
Muito rápido para os que tem medo
Muito longo para os que lamentam
Muito curto para os que festejam
Mas, para os que amam, o tempo é eterno.

William Shakespeare

Cada pessoa que passa em nossa vida, passa sozinha, é porque cada pessoa é única e nenhuma substitui a outra! Cada pessoa que passa em nossa vida passa sozinha e não nos deixa só porque deixa um pouco de si e leva um pouquinho de nós. Essa é a mais bela responsabilidade da vida e a prova de que as pessoas não se encontram por acaso.

Charles Chaplin
Fernando Pessoa