Não me lembro do hospital onde
nasci, um bebê não lembra de tantos detalhes, kkk. Mas penso que deve ter
sido belo, afinal ali eu nasci, vim ao mundo para cumprir um propósito
estabelecido pelo Criador, meu Jesus. A minha infância foi repleta de
fascinantes descobertas, muitas histórias, aventuras, sempre fui uma criança
curiosa, perguntava o porquê de tudo, e queria desvendar mistérios, ler e
conhecer tudo ao meu redor.
Meu
pai era um homem tranquilo muito amável, líder por natureza, cultivou
ao longo de sua vida sólidas amizades. Minha mãe sempre foi o protótipo da
bondade, muito decidida, forte e lutadora, jamais esmoreceu diante das
dificuldades. Onde houvesse um doente ali estava minha mãe, passou noites inteiras
em claro, dias fatigantes, cuidando dos que sofriam, fazendo injeções,
acomodando-os em seus leitos, falando palavras de conforto, oferecendo carinho
aos sofredores e animando os desesperados.
Minha
mãe tem estatura média, olhos castanhos muito expressivos, fala sempre com entusiasmo,
e ri em gargalhadas muito sacudidas, numa expansão em que se lê a
profunda sinceridade do seu ser. Ama os filhos com um amor extremo.
Minha mãe eu evoco sua figura de
mulher, lábios finos, cabelos pretos e rosto comprido, com algumas rugas e me
chama: Minha filha! Seu olhar tem uma vibração tão sonora como as dessas
melodias de violino que entram pelos meus ouvidos e movem as mais tênues
expansões dos meus nervos. Quero ser pelo menos uma sombra do que tem sido
minha mãe.
Crescer
é ter maturidade pra admitir que ainda existem muitas coisas que não sabemos,
que a vida é um constante aprendizado e que temos que ter alguém como
referência do ser humano que queremos nos tornar e essa pessoa sem dúvida é
minha mãe. Ela me criou com determinação e após a morte do meu pai foi minha
''pãe'' foi meu pai e minha mãe ao mesmo tempo, foi minha base,
meu alicerce, meu espelho meu exemplo de vida, amo muito minha mãe e quero
ser alguém de quem ela tenha orgulho sempre.




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